
A internet e a generalização da sua utilização abriu a porta a uma nova polémica…Sexo Virtual é traição?
Não podemos dizer que há uma forma certa para reger um relacionamento, nem mesmo um consenso que defina de maneira conclusiva o que é traição.
Este é um tema delicado e controverso. Para muitos, o sexo virtual é um conceito individual e com regras, não caracterizando necessariamente uma traição.
Para alguns psicólogos, o sexo virtual “pode” ser indicador de que algo não corre bem dentro do relacionamento a dois quer seja afectiva ou sexualmente.
Porém, nem sempre devemos encara-lo como traição. Tanto quanto a masturbação onde se utiliza a imaginação ou revistas pornográficas, o sexo virtual também pode ser um caminho para a erotização, para uma forma de aquisição de novas informações e conhecimentos, portanto, nem sempre, é um sinal que o relacionamento não está bem podendo até melhorar ainda mais a performance sexual e afectiva do casal.
É de ter em consideração que o progresso tecnológico tem levado ao individualismo, e provocado cada vez mais o distanciamento social e físico das pessoas, bem como muitas vezes a solidão, a falta de diálogo, a falta de amigos e dificuldades nos relacionamentos tem aproximado as pessoas via internet, e aumentado a possibilidade de relacionamentos interpessoais como forma de suprir as ausências afectivas e emocionais.
Uma pesquisa recente realizada na Universidade da Flórida, nos EUA, revelou que é cada vez maior o número de pessoas casadas que utilizam salas de conversação em busca de prazer, bem como demonstra que a grande maioria dessas pessoas não considerava estar a trair o seu parceiro. Por outro lado, seus parceiros sentiam-se traídos, mesmo não tendo havido nenhum contacto físico real.
Muitas relações terminam após o parceiro descobrir um perfil em sites de relacionamentos, de verem fotos e imagens de outras pessoas trocadas pela internet com seus parceiros, de lerem scraps no Orkut, e-mails com conteúdos afectivos e históricos de chats.
Pesquisas recentes feitas com mulheres demonstraram que 58% destas consideram a pratica do sexo pela internet uma traição, ao contrario de 21% que não consideram traição, bem como 21%, não se posicionaram nem a favor nem contra.
Mais é de referir que as mulheres que se posicionaram a favor, afirmam que a prática é benéfica para os relacionamentos reais. Relativamente aquelas que consideram traição, observou-se que essas mulheres tiveram uma formação cultural e religiosa mais rígida e possuem um conceito de monogamia mais presente.
Podemos então dizer que a desconfiança mina os relacionamentos. Mentiras e desculpas criam magoas entre parceiros, que movidos pela raiva, ciúme e frustrações são conduzidos para o desinteresse e descontinuidade das relações.
Saber que o parceiro pratica sexo virtual, não é motivo para acabar com o relacionamento, pode-se dizer que o grande fantasma nas relações amorosas é traição, saber que o parceiro deseja outra pessoa é algo doloroso.
“A melhor forma para lidar com estas complexas questões é a abertura para um diálogo franco sobre o significado dessa prática sexual. Deve-se travar diálogo sobre os sentimentos e sensações que estão envolvidos no momento da prática, e, principalmente, saber se os parceiros sentem ausência ou preocupação com alguma questão específica relacionada ao sexo, a sexualidade e ao afecto do casal, ou seja, é o momento para colocar em prática “A verdade, no limite da verdade”. O objectivo seria então, poder partilhar e conhecer fantasias, desejos e necessidades do outro, desde que, seja respeitada a própria vontade e os limites de cada um”.
È necessário ter em consideração que a internet pode servir como uma nova possibilidade de entendimento da sexualidade, bem como ser visto como um estimulo para a ampliação do conhecimento e da expressão da mesma.
Mais importante de tudo é estarmos cientes de que “cada pessoa é única, assim como cada relacionamento; porém, em se tratando de sexo e sexualidade a regra básica deve ser: buscar afectos e prazeres, sentimentos e sensações de diversas maneiras sem infringir ou invadir o espaço, a segurança e a sensibilidade do parceiro”.
Fonte:PsicNet
Subscrever blog:
por RSS ; por Email
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Traição ou só sexo...
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
06:34
3
comentários
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Eu sou muito Mau!!!!
"Já não sei mais o que fazer... dou-lhe tudo! Ele tem computador, telemóvel topo de gama, televisão no quarto e leitor de MP3", esta é uma afirmação usual nos pais de hoje em dia, trazendo a mesma preocupação para os tecnicos que trabalham com as nossas crianças e jovens.
Actualmente os alunos sabem que o mau comportamento não é penalizado, nem na escola nem em casa. Este sistema de impunidade revela uma inconsistência em termos educativos.
O estabelecimento de regras e limites, que deve ser iniciado nos primeiros anos de vida devido a uma facilidade da interiorização de regras bem como da consciência dos limites. É de referir que muitos deste pais nunca impuseram limites por considerar que os comportamentos dos filhos seriam chamadas de atenção devido a determinados problemas familiares e não um resultado da inexistência de autoridade parental. Muitos destes pais não estão conscientes de que o facto de ouvir um “Não”, muitas vezes provoca um sentimento de protecção, demonstrando que alguém acima da criança a auxilia a encontrar a resolução para o problema bem como a protege contra o desconhecido.
Assim, perante o desenrolar e o extremar das situações, este processo é então tardiamente iniciado pelos pais durante a adolescência, quando “a omnipotência e a tirania dos jovens já é reinante”.
Torna-se então importante que os pais se consciencializem de que “ao imporem disciplina desde cedo estão a promover o autocontrole dos filhos e a ajudá-los a serem capazes de estabelecer os seus próprios limites. “
Fonte: www.psicologia.com.pt
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
03:52
0
comentários
Etiquetas: indisciplina; regras
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
“Espelho meu, espelho meu, quem é mais bonita do que eu?”
Segundo um estudo publicado na revista New Scientist feito por cientistas da Universidade de Bristol, após alguns copos de cerveja, as pessoas começam a achar os outros mais bonitos.
A equipa do Departamento de Psicologia Experimental, conduziu uma experiência com 84 alunos heterossexuais, pedindo que eles consumissem uma bebida não-alcoólica com sabor de limão ou uma bebida alcoólica com um sabor semelhante.
A quantidade de álcool variava de acordo com o indivíduo, mas foi calculada para ter o efeito que um copo de 250 ml de vinho teria em uma pessoa de 70 kg - ou seja, o suficiente para deixar parte dos alunos levemente embriagados.
Quinze minutos depois, os pesquisadores mostraram fotografias aos participantes de pessoas da sua idade, de ambos os sexos.Tanto os homens como as mulheres que haviam consumido álcool avaliaram as pessoas retratadas como mais atraentes do que os participantes do grupo de controlo (que tinham tomado a bebida sem álcool).
È de destacar o facto de os resultados não se aplicaram apenas ao sexo oposto, ou seja, homens que haviam tomado álcool também consideraram os homens nas fotografias mais atraentes, assim como as voluntárias, em relação às mulheres fotografadas.
Estes resultados também foram verificados em estudos anteriores levados a cabo pela Universidade de Glasgow, tendo-se apenas verificado a percepção da beleza em individuos de sexo oposto.
È de salientar que estudos efectuados na Universidade de Yale apontam para que as pessoas tendem a assumir comportamentos sexuais mais arriscados depois de ingerir bebidas alcoolicas devido ao facto de o alcool baixar a inibição por meio de um efeito directo no cerebro.
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
02:33
1 comentários
Etiquetas: alcool
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Exercício pode aumentar produção de antidepressivo natural no cérebro
Segundo estudo efectuados em ratos por investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale em New Haven, o exercício físico parece aumentar a produção de um químico que ocorre naturalmente no cérebro com efeitos antidepressivos. As conclusões da investigação foram publicadas na edição digital da revista “Nature Medicine”, apontando novas formas para tratar a depressão.
Através deste estudo, a equipa dirigida pelo Dr. Ronald Duman, utilizou uma ferramenta chamada “microarray”, microchips de ADN, para examinar a forma como o exercício alterou a actividade dos genes nos cérebros dos ratos, e para identificar os genes cuja expressão muda. As investigações focaram-se essencialmente no hipótalamo.
As descobertas apontam o VGF como alvo para novos fármacos antidepressivos. Este tipo de medicamentos iriam actuar através de um mecanismo completamente diferente em relação aos antidepressivos existentes, que são efectivos para cerca de 65 por centos dos pacientes.
Segundo o principal investigador, a maior descoberta é ter sido identificado um factor chave que está por detrás dos efeitos antidepressivos do exercício, uma informação que pode ser utilizada para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos.
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
06:39
1 comentários
Etiquetas: depressão
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
A Nova Sentidos e Sensações
A Sentidos e Sensações - Associação de Promoção e Educação para a Saúde, começa o ano de 2008 muitas novidades sendo de destacar o seu site totalmente renovado (www.sentidosesensacoes.pt)
Para quem não conhece, esta é uma associação sem fins lucrativos que visa promover a saúde física e mental, sexual e reprodutiva, bem como intervir ao nível da cidadania em todo o território nacional, através de diferentes tipos de abordagens e metodologias Esta é constituída por duas áreas independentes mas interligadas: a Sentidos e a Sensações.
A Sentidos é a área dirigida à formação e consultoria nas áreas da sexualidade, educação e saúde, abrangendo também as dependências e a promoção da cidadania. Esta pretende ainda desenvolver novos projectos de relevância para ao contexto nacional ao nível da promoção da saúde.
No que diz respeito à Sensações, esta é uma área inovadora que integra um conjunto novo de actividades vocacionadas para o público geral, de forma provocadora, picante e brincalhona. Pretende rasgar novos terrenos e agitar as águas na promoção de estilos de vida saudáveis e de uma sexualidade divertida ainda que sempre segura.
A Sensações pretende contribuir para o grande objectivo que é ajudar as pessoas a (re)encontrar o prazer, a ousarem na sua vida sexual e amorosa, a tomarem partido de todas as potencialidades que a nossa mente e o nosso corpo nos proporcionam, na grande maioria das vezes gratuitamente!
Aconselho vivamente a dar uma espreitadela!!!
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
11:56
0
comentários
Etiquetas: formação, sexualidade
sábado, 8 de dezembro de 2007
Bullying

Cada vez mais a palavra Bullying é ouvida na comunicação social e descrita como um problema mundial, que é encontrado em qualquer escola, não restringindo um tipo específico de instituição.
Mas, o que é isto de Bullying?
Segundo Olweus, um aluno está a ser vitima de Bullying quando está exposto repetidamente e ao longo do tempo a acções negativas por parte de uma ou mais pessoas. Este pode ser directo, quando envolve ataques abertos à vítima, sendo este mais comum entre agressores masculinos; ou indirecto, sendo também conhecido como agressão social, comum entre agressores do sexo feminino bem com entre crianças mais pequenas, caracterizando-se pelo isolamento social através do espalhar comentários, recusa em se socializar com a vítima, intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima, criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O Bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola, o local de trabalho, o meio social e até mesmo países , isto é falamos em Bullying sempre que existe uma agressão entre pares, com intencionalidade, repetida ao longo do tempo, e quando se é verificado desequilíbrio de poder já que esta é bastante evidente entre o agressor (bully) e a vítima.
Actualmente os Bully´s fazem recurso das novas tecnologias para a prática do Bullying denominando-se este tipo de agressão de CyberBullying; neste são utilizadas modernas ferramentas na Internet bem como outras tecnologias de informação e comunicação, móveis ou fixas, com o intuito de maltratar, humilharmos e constranger. É uma forma de ataque perversa, ganhando dimensões incalculáveis.
Em Portugal os números começam a mostrar-se preocupantes. Num estudo efectuado pela Organização Mundial de Saúde, Portugal encontra-se entre os dez primeiros.
É de ter em atenção de que todos nós somos responsáveis por este fenómeno bem como pela sua prevenção sendo esta uma responsabilidade politica, económica, social, educacional e pública.
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
04:03
2
comentários
Etiquetas: bullying, psicologia, tecnologia
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Vamos todos Jogar...

No número de Outubro do Journal of Personality and Social Psychology veio publicado um estudo canadiano que defende que os videojogos diminuem o stress.
Durante um período de uma semana, vários operadores de callcenter jogaram Mindhabits após o seu turno de trabalho.
Desta mudança de rotina resultou, após uma semana de monitorização, um aumento das vendas, maiores níveis de confiança nos atendimentos telefónicos bem como uma redução de 17% da quantidade de Cortisol (hormona responsável pelo stress).
Fonte: http://exameinformatica.clix.pt/noticias/mercados/228223.html
Publicada por
Vida & Psicologia
à(s)
17:04
0
comentários




